As pesquisas desenvolvidas pelo GEM voltadas à recuperação da função olfativa ganharam novo destaque na imprensa. A edição da Folha de Londrina de 10 de agosto publicou uma reportagem sobre o projeto coordenado pelo Prof. Dr. Marco Aurélio Fornazieri, do Departamento de Clínica Cirúrgica do Centro de Ciências da Saúde da UEL.
A matéria apresenta diferentes frentes da pesquisa, que busca ampliar o conhecimento sobre a perda persistente do olfato e investigar novas possibilidades terapêuticas. Entre as abordagens estudadas estão a fotobiomodulação, a insulina intranasal e o plasma rico em plaquetas (PRP).
Além dos novos tratamentos
Um dos diferenciais destacados pela reportagem é que o projeto não se concentra apenas na busca por novas terapias. Outra frente da pesquisa investiga os efeitos do uso crônico de descongestionantes nasais, medicamentos amplamente utilizados para aliviar sintomas de congestão. O objetivo é ampliar a compreensão sobre possíveis alterações provocadas pelo uso prolongado desses medicamentos no epitélio olfativo.
A reportagem também explica as características das três terapias investigadas. A fotobiomodulação utiliza laser de baixa potência, enquanto a insulina intranasal e o plasma rico em plaquetas serão avaliados como estratégias para estimular processos relacionados à recuperação do tecido olfativo.
Ciência com impacto na prática clínica
Além de buscar resultados científicos, o projeto pretende contribuir para a elaboração de protocolos clínicos para terapias regenerativas e para uma base científica que favoreça práticas mais seguras relacionadas ao uso de medicamentos nasais. A validação das terapias também poderá contribuir para a redução de tratamentos prolongados e, consequentemente, gerar impactos positivos para o sistema de saúde.
Outro aspecto ressaltado é a formação de novos pesquisadores. O projeto busca estimular estudantes a desenvolver uma visão voltada à inovação e à busca de novas alternativas para o tratamento das doenças.
A pesquisa conta ainda com a parceria da Universidade de São Paulo (USP), que oferecerá suporte e consultoria técnica, e com o apoio da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, para análise e validação dos resultados.
O destaque na Folha de Londrina reforça a relevância das pesquisas desenvolvidas pelo GEM e a importância da colaboração entre diferentes instituições para o avanço do conhecimento sobre o olfato e suas disfunções.